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segunda-feira, 2 de março de 2015


Forehead kisses

"Entendi que amar é ajudar o outro a seguir 
em frente. Mesmo que lá adiante o 
caminho dele não ande ao lado do meu."



(Clarissa Corrêa)

domingo, 1 de março de 2015

Martha Medeiros - Jornal Zero Hora - 01/03/15

Os charmosos do contra

Todos vão para Machu Picchu? Eu embarco para Porto Príncipe. Todos estão lendo o novo livro do Chico Buarque? Nem abro. Show do Paul McCartney de novo? Ele pode vir 46 vezes ao Brasil que não vou. Prefiro o Guri de Uruguaiana.

O que? O Guri de Uruguaiana está lotando teatros? Desisti, não vou mais.

E assim ele vai sedimentando seu caráter. Ele, o homem que se recusa a fazer o que todos fazem. Ou ela, a que se recusa a seguir o rebanho. Pode ser tanto ele como ela. Os que formatam sua personalidade protestando contra o senso comum.

Fico dividida diante dessas criaturas. Por um lado, reconheço sua autenticidade como virtude e os admiro pela perseverança em sempre buscar aquilo que quase ninguém viu, quase ninguém leu, quase ninguém escutou falar a respeito. Eles sustentam os mercados independentes e de quebra atraem para si o charme dos aventureiros e desbravadores. São homens e mulheres únicos. Não foram produzidos em série.

Como não se apaixonar por uma criatura dessas? Criei aqui uma figura hipotética e já estou quase o convidando para jantar.

Por outro lado, acho que deve ser meio cansativo buscar sempre aquilo que é estranho, diferente, inédito, escondido, inabitado, marginal, esquisito. Ainda mais nesses tempos de conexão tecnológica, em que praticamente não existem mais segredos. O novo permanece novo por muito pouco tempo. O Mr. Autêntico tem que ser rápido.

Tem outra questão: o autêntico não quer conhecer o Rio de Janeiro, seria uma viagem óbvia. Não foi assistir a Birdman porque ganhou o Oscar. Nunca leu um livro que tenha ganhado segunda edição. Odeia ceviche sem nunca ter experimentado. Perdeu grandes festas. Valerá mesmo a pena ser um anti-herói?

Outro dia conversava com um exemplar dessa espécie e, mesmo extasiada com sua biografia de outsider, arrisquei uma perguntinha miúda: não dá para transitar entre lá e cá? Se você quer ir até a Groenlândia, pega mal fazer um pit stop em Ibiza? Não dá para infiltrar alguma literatura norte-americana em meio a sua coleção de poesia indígena? Posso pedir um filé com fritas em vez de sopa de capivara? Se eu for conhecer uma pousada no meio do mato que não está no Booking.com, encontrarei um vaso sanitário no banheiro ou isso é um luxo pequeno burguês?

Transitar entre lá e cá. Ser um pouco da urbe e um pouco da selva, um pouco curioso e um pouco rendido, ter histórias alucinantes para contar e outras bem triviais, é possível?

Então o milagre se deu. Ele disse que estaria disposto a conhecer o Rio de Janeiro (desde que pudesse dar uma passada antes em algum lugarejo com menos de 50 habitantes, sem luz elétrica). O convidei para jantar na mesma hora. Não pedi filé com fritas para não provocar. E ele não pediu sopa de capivara porque não tinha.

Ser um pouco da urbe e um pouco da selva, um pouco curioso e um pouco rendido, é possível?



Jornal Zero Hora - 01 março 2015
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015


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"Uma coisa que nem mesmo o

balanço das horas pode mudar:

- as cenas de um amor vivido.

Vira amor com direito adquirido."



(Be Lins)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Martha Medeiros - Jornal Zero Hora - 25/02/15

Plano-sequência

Uma das peculiaridades de Birdman, ganhador do Oscar, é ter sido filmado num plano-sequência, com apenas alguns poucos subterfúgios para cortar o filme sem dar esta impressão, então o que vemos é uma ação ininterrupta, tal qual a vida real, que não tem corte também, não existe, por exemplo, uma corrupção que começou de repente, em determinado dia, com a entrada de determinado partido no poder.

A corrupção tem estado em cena persistentemente desde que o Brasil foi descoberto, ainda que ela tenha encontrado terreno fértil nos últimos anos, e o mesmo acontece com a questão do aborto, discussão que se ampara em um sentimentalismo barato, mulher nenhuma levará uma gestação adiante se ela não quiser, nenhuma jamais levou, nossas avós abortavam, nossas bisavós abortavam, e a mulher de amanhã também abortará, sendo crime ou não.

Ou seja, criminalizar é apenas uma forma de punir essa mulher, obrigá-la a procedimentos clandestinos, uma hipocrisia a mais num país que se recusa a deixar a religião de lado para pensar de forma menos passional e mais sintonizada com seu tempo, mas não adianta, é assim desde sempre, ato contínuo, somos os campeões do prolongamento do nosso atraso, e outra prova disso é a questão de adoção de crianças por casais homoafetivos, a cena se estende, considera-se absurdo alguém ser criado com amor por dois homens ou duas mulheres.

Muito melhor o orfanato, a desatenção, a moral empoeirada, melhor salvar os bons costumes e deixar a criança se ferrar em seu abandono, e lá vamos nós dar continuidade a um jeito mascarado de existir, faz de conta que as instituições são mais importantes que as pessoas, faz de conta que a figura etérea de Deus é mais importante que a felicidade de cada um, faz de conta que existe eternidade e que isso aqui é só um aperitivo, um unhappy hour antes de irmos todos para um lugar melhor, mas que ninguém sabe onde é, como é.

E assim, cultivando crendices, superstições e ignorâncias seguimos perpetuando uma vida surreal, seguimos tapando os olhos para o evidente em detrimento do que se supõe, seguimos enaltecendo as ilusões em detrimento da realidade, a vida é simples, a vida não precisa de tantos mandamentos, não precisa de tanto além, de tanto mistério, de tanta mentira, de tanto apego ao sobrenatural a fim de não enfrentar o que é natural – o desejo –, mas não, o mundo está caindo de podre e a câmera segue filmando.

É um plano-sequência, todos cultivando problemas a fim de valorizar sua trajetória, todos, como os personagens de Birdman, desesperados diante da própria desimportância, recusando-se a entender que só serão livres quando desapegarem do ego, não querendo enxergar que o poder é uma ilusão patética, que dogmas não são boias salva-vidas, que o mundo pode ser mais leve e alegre do que é, e que somos todos iguais nesta caminhada rumo a um final em aberto.



Jornal Zero Hora - 25 fevereiro 2015
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Russ Mills

"As pessoas julgam as outras pelo sorriso que ela não deu, 
pelo oi que ela não falou, pelo favor que ela se negou a prestar 
em determinada situação, pelo seu momento de silêncio, 
pelas suas inquietações , mas dificilmente largam seus afazeres 
para dizerem a elas , 
- ei, notei que você hoje esta diferente, como esta o seu coração?"


(Cecília Sfalsin)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Martha Medeiros - #dasantigas

***Martha Medeiros está de férias.

Condição de entrega


Acaba de ser revelado o que uma mulher quer e que Freud nunca descobriu. Ela quer uma relação amorosa equilibrada onde haja romance, surpresa, renovação, confiança, proteção e, sobretudo, condições de entrega. 

É com essa frase objetiva e certeira que Ney Amaral abre seu livro Cartas a uma Mulher Carente, um texto suave que corria o risco de soar meio paternalista, como sugeria o título, mas não. É apenas suave.

Romance, surpresa etc, não chegam a ser novidade em termos de pré-requisitos para um amor ideal, supondo que amor ideal exista, mas “condição de entrega” me fez erguer o músculo que fica bem em cima da sobrancelha, aquele que faz com que a gente ganhe um ar intrigado, como se tivesse escutado pela primeira vez algo que merece mais atenção.

Mesmo havendo amor e desejo, muitas relações não se sustentam, e fica a pergunta atazanando dentro: por quê? O casal se gosta tanto, o que os impede de manter uma relação estável, divertida e sem tanta neura?

Condição de entrega: se não existir, a relação tampouco existirá pra valer. Será apenas um simulacro, uma tentativa, uma insistência.

Essa condição de entrega vai além da confiança. Você pode ter certeza de que ele é uma pessoa honesta, de que falou a verdade sobre aquele sábado em que não atendeu ao telefone, de que ele realmente chegará na hora que combinou. Mas isso não é tudo. Pra ser mais incômoda: isso não é nada.

A condição de entrega se dá quando não há competitividade, quando o casal não disputa a razão, quando as conversas não têm como fim celebrar a vitória de um sobre o outro. A condição de entrega se dá quando ambos jogam no mesmo time, apenas com estilos diferentes. Um pode ser mais rápido, outro mais lento, um mais aberto, outro mais fechado: posições opostas, mas vestem a mesma camisa.

A condição de entrega se dá quando se sabe que não haverá julgamento sumário. Diga o que disser, o outro não usará suas palavras contra você. Ele pode não concordar com suas ideias, mas jamais desconfiará da sua integridade, não debochará da sua conduta e não rirá do que não for engraçado.

É quando você não precisa fingir que não pensa o que, no fundo, pensa. Nem fingir que não sente o que, na verdade, sente.

Havendo condição de entrega, então, a relação durará para sempre? Sei lá. Pode acabar. Talvez vá. Mas acabará porque o desejo minguou, o amor virou amizade, os dois se distanciaram, algo por aí. Enquanto juntos, houve entrega. Nenhum dos dois sonegou uma parte de si.

Quando não há condição de entrega, pode-se arrastar, prolongar, tentar um amor pra sempre. Mas era você mesmo que estava nessa relação?

Condição de entrega é dar um triplo mortal intuindo que há uma rede lá embaixo, mesmo que todos saibamos que não existe rede pro amor. Mas a sensação da existência dela basta.




Jornal Zero Hora - 18 abril 2010
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015


jessica sikosek • raul romo | fashion | freckles | yawn | tired | sleepy | black & white photography | www.republicofyou.com.au

"Não tenho mais paciência com o que me exige atuação, com quem me obriga a usar palavras em excesso para ser compreendida. Não tenho mais energia para o rapapé, para o rococó, para o servilismo cortês, para o mise-en-scène social. Não tenho motivo para ser quem não sou, para adaptações de última hora, para adequações tiradas da manga. Não quero mais frequentar estranhos, em cujas piadas não vejo a mínima graça."



(Martha Medeiros)

domingo, 15 de fevereiro de 2015


Memories


"Um dia a saudade deixa de ser dor e vira história 

pra contar e guardar pra sempre. Algumas pessoas 

são sim eternas, dentro da gente."



(Karla Tabalipa)


Shakira + Maná = Coração Batendo Emoticon

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sweet

"Não me constranjo de sentir-me alegre,

de amar a vida assim, 


por mais que ela nos minta..."




(Mario Quintana)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015


"When an individual's particular kind of soulfulness, which is both an instinctual and a spiritual identity, is surrounded by psychic acknowledgment and acceptance, that person feels life and power as never before." -- C. P. Estes, Women Who Run With The Wolves

"A lua ficou tão triste 
com aquela história de amor 
que até hoje a lua insiste: 
- Amanheça, por favor!"



(Paulo Leminski)
Baixo astral, de quem é a culpa

No café da manhã, suco de laranja com prozac. No almoço, aguá mineral com Dermonid, na janta uísque e Lexotan. não é a nova dieta da Adriane Galisteu; é a dieta dem quem´está com excesso de peso de alma.

O maior mal das pessoas infelizes é não diagnosticar corretamente de onde cem a sua dor. ninguém acha que tem culpa por as coisas estarem dando errado . É culpa do chefe, do ex, dos pais, dos políticos, do síndico, da tevê, de todos que fazem parte dessae mundo do qual você foi expulso. Qua tal assumir a responsabilidade para ver o que acontece?

Estou longe de ser fã de do Lair ribeiro papa da Neurolinguítica brasileira, mas devo reconhecer que a maioria dos nossos problemas foram originados dentor de nós mesmo e só por nos poder ser solucionados. Não se está falando aqui de problemas graves, como a perda de um parente, um móvel, de um emprego, ou da própria saúde, mas daquelas igresias do cotidiano que nos tornam incapazes de sorrir.

Você se acha feia. cada ves que vê a foto da Ana Paula Arosio agradece a Deus por morar no térreo, pois se fosse no oitavo andar se atirava da ponta. Acha-se gordam também. Tem um senhor quadril. O melhorzinho em você são os pés, mas ninguém irá reparar neles enquanto voce não reduzir seu nariz pela metade. Espelho, espelho meu, logo eu?

Se ao menos você fosse assombrosamente inteligente, mas você é média.Lê cinco livros por ano e nunca disse nada que merecesse entrar para uma analogia poética. você queria escrever tão bem quanto Veríssimo, ser tão esprítuosa quanto Jô e tçao informada quanto Marpilia Gabriela, mas se sente insossa quanto sua diarista.

Nada disto lhe afetaria se você tivesse uma conta bancária recheada, mas você não recebe aumento há três anos. Se ao menos seu namorado fosse a cara do Brad Pitt, mas ele não é. Se ao menos você morasse em Nova Yorque, mas seus pais fizeram a gentileza de se mudar para uma cidade chamada Sertãozinho do Juazeiro, onde ninguem jamais botou os olhos num Big Mac.

Aparentemente, não dá para dizer que sua vida é nitroglicerina pura , mas só podemos chamar de tragédia aquilo que é irreversível, o que não é o seu caso. Tudo é uma questão de humor e de atitude: MUDE.

Deixe de colocar sua felicidade na mão dos outros. Comece um caso de amor consigo mesma e pare de se boicotar. A Ana Paula Arosio, Veríssimo, a marília Gabriela e o Brad Pitt não tem culpa de você insistir em modelos. Inaugure sua própria fórmula de feliz e patenteie. Você pode ficar ainda rica com os direitos autorais.


(Martha Medeiros)

domingo, 8 de fevereiro de 2015


"A gente mata pelo coração. A gente vai 

deixando de se importar, de querer bem...

 E um dia a pessoa morreu."



 (José Mauro de Vasconcelos)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Martha Medeiros está de férias. Esta entrevista foi publicada na página oficial da autora, no dia 31 de janeiro de 2015,

"Férias! Chegou minha vez. Antes de partir, deixo aqui uma entrevista que dei para o Grupo Glamurama. O assunto foi felicidade, o que encaixou com o momento: se tem uma coisa que me deixa feliz é preparar a mala e pegar a estrada. Mando notícias de onde eu estiver. Beijo!"

ENTREVISTA c/ Martha Medeiros

- O que é felicidade?
Cada um define felicidade a seu modo. Há quem se agarre ao trinômio amor, saúde e dinheiro, que é uma benção, mas nem sempre basta. Felicidade tem mais a ver com o espírito do que com posses, mais com desprendimento do que com conquistas. Woody Allen tem uma frase genial. Diz ele: “Eu gostaria de fazer um grande filme, desde que isso não atrapalhe minha reserva para o jantar”. Claro que ele já fez grandes filmes, mas o cara sabe o que importa na vida. Para mim, pessoalmente, felicidade é estar em movimento. Com os dias se renovando e surpreendendo, estou feliz, mesmo quando triste. A paralisia é que me deixaria infeliz.
- O que te faz feliz?
Milhares de coisas que aos outros podem parecer pequenas. Descobrir uma banda nova para baixar no Ipod, um filme sensacional, boas risadas com as amigas, flertes, praia, shows, ter publicado um texto que as pessoas curtiram bastante, ir pra cama com um livro que estou adorando... E tem as alegrias supremas, como estar apaixonada.
- Por que a tristeza é importante?
Para se conectar com nossas fraquezas, para resgatar nossa humildade, para lembrar como funciona a engrenagem dessa montanha-russa que é a vida.
- Existe hoje uma pressão para ser feliz?
Existe, mas as pessoas precisam entender que estar feliz não é dar bom dia para poste, não é fazer o jogo do contente por 24 horas. A felicidade é um estado mental que não necessita ser externado através de atitudes efusivas. É a compreensão serena das nossas possibilidades e impossibilidades, é a negociação interna que fazemos para não se autoboicotar, é não entrar em pânico com o fato de estarmos aqui de passagem e fazer valer a pena essa jornada, em vez de desperdiçar tempo e energia com brigas, queixas, agressões, competições.
- Quais fatores são mais determinantes para a felicidade? É possível ser feliz sozinho? Dinheiro não compra felicidade, mas ajuda?
Pode parecer esquisito, mas ter uma relação amistosa com a ideia da morte ajuda muito. A morte é um balizador e tanto. Não a de nossos filhos, pais, amigos – isso é uma tragédia mesmo. Mas a consciência tranquila da nossa própria morte pode ser extremamente benéfica para que a gente dimensione corretamente o que vale e o que não vale nessa vida. A maioria das coisas que nos acontecem são besteiras. A mim, ao menos, a única coisa que verdadeiramente interessa é a condição humana, os sentimentos. Dinheiro é ótimo – ótimo!!!! – mas ter um grande amor é a verdadeira loteria (amor mesmo, não bengala emocional). Porém, claro que também dá para ser feliz sozinho, os períodos de entressafras são igualmente vibrantes, divertidos.
- Somos capazes de lidar com a infelicidade?
É obrigatório lidar com a infelicidade. Não há quem não passe por momentos ruins, fases em que nada dá certo... É preciso saber extrair disso algo que nos fortifique e nos torne pessoas mais maduras. A infelicidade é uma contingência, não é definitiva, assim como a felicidade também não é. Precisamos aceitar que tudo é transitório. Há quem entre na esparrela de achar que uma vida triste tem mais glamour, é mais profunda, inteligente... De fato, o sofrimento é mais lírico que a alegria, mas, na vida real, esse lirismo não me consola. Sofro porque faz parte da vida sofrer, mas não condecoro minhas lágrimas. Prefiro buscar as ferramentas disponíveis (as minhas: budismo, livros, amigos, astrologia, pilates, viagens, música, cinema, natureza) para manter a roda girando e honrar esse presente que é estar vivo.

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